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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

"Nobody is perfect, no."

Como não difere muito do muito de minha vida, no momento em que deitei e não consegui dormir, me vi angustiado. Há menos de uma semana do dia em que completo meu vigésimo ano de rodagem me percebo parado. Inerte. Logo eu, um sujeito desses que não para de configurar, integralmente, o futuro com o presente, hora por hora, todos os dias... Bom, talvez "parado" não seja a melhor label a se colar na minha testa no momento, afinal de contas, tenho trabalhado, e feito das borboletas, lagartas novamente, para juntar aquele que move os interesses do mundo de hoje e realizar meus sonhos. Mas esse ciclo tem durado tanto que me levou ao ponto que me vejo hoje. "Ok, the bag is full of money, sir. Where do we go now?" Não sei. Não sinto, não vejo, não percebo. Parece que um ano numa vibe que não combina comigo me fez um buraco na alma, deixando uma marca nas bordas de tal resvalo. Uma marca dessas que se tem medo de crer que ela realmente existe, ao perceber que sim (damn!), ela existe. Deu, né? Sinto falta do frio na barriga trazido pelas aventuras do dia a dia e sinceramente creio estar na hora de parar com essa coisa de afundar na própria lama. Voltar a olhar o espelho e ver quem sou tem me feito falta. Eis que voltarei. Back to the basics. That's it. E que venham os 29.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

28.

Ontem fez sete dias que completei vinte e oito anos. E ontem passei minutos de um dia absurdamente corrido, pensando em coisas. No vivido nesse vigésimo oitavo ano. No aprendido, no colhido, no assimilado, acatado, aberto, fechado. Pela primeira vez em anos, comemorei "minha data" exaustivamente. Festas, reuniões, bolinhos, almoços, happy hours, enfim... Oito comemorações, pra comemorar um sentimento de surgimento. Um começo, um sentido novo, um cerne novo, mas novo sem ser denovo. Apenas a brand new band, por si só. Assim foi comemorado, e bem, o novo 28. E que venham mais. For good.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Saudade de quem não volta mais, nunca mais.

" ...Se enamora,
quem vê você chegar com tantas cores,
e vê passar perto das flores,
parece que elas querem te roubar...
Se enamora
quem vê você chegar com tantos sonhos,
e os olhos tão ligados nesses sonhos,
tesouros de um amor que vai chegar...
Se enamora
e fica tão difícil de ir embora,
e as vezes escondido a gente chora,
e chora mesmo sem saber porque..."

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Nouvelles

Hoje aconteceu uma coisa inédita comigo. Inédita e desagradável. Inédita, desagradável e surpreendente. Nunca me imaginei numa situação em que estivesse agindo de forma não própria e em que não notasse isso. Melhor, já vinha notando. Desde o ínicio, desde um tempo, desde vinte dias atrás. E o bom dessa coisa inédita? Agi de forma única, como toda coisa inédita pede que façamos. Mexi em tudo que podia, tentando ver se salvava algo, e entre achados e perdidos segurei as cordas e puxando com força dei um nó na boca do saco. Fechei, bem fechado. E disso uma lição ficou pro Ph: siga seu feeling sempre, aprenda que você é perceptivo e que quase nunca sua percepção lhe engana. E ah, parabéns por agir de uma forma tão desejada pela primeira vez em tantas... You're growing!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Puke.

Uma cidade de quase 12 milhões de habitantes.
Pessoas maravilhosas e companheiras ao seu lado.
Um turbilhão de coisas acontecendo e voce se sente só.
Percebe que está onde deveria, fazendo o que queria e que sim, that's the place. E vem a falta.
Cafés, livrarias, bares, cinemas de arte, eletrônicos com preços justos, pessoas interessantes, divertidas, bonitas. Importa?
Um vento morno no rosto, um rastro de fumaça onipresente, uma sensação de sufocamento.
Mas é o tempo seco? Quem faz você engasgar, procurar o ar, o perder, and almost sufocar? Só ele?
Uma profusão de rostos, rostos de olhos que lhe sondam, sorriem, passam sérios, vazios, chorosos, incólumes. Incólumes?
Lembranças vagas, outras sensacões: próxima estação, Ana Rosa.
E vem mais um cinema, mais um filme, uma história, a rua Augusta. E um outro filme goes through my mind, lágrimas. Semelhança?

Será? Seria? Não sei, não saberia, não saberei.

E talvez por isso no meio de 12 milhões de formiguinhas eu me sinta só, por não saber o que nunca ninguém poderia saber, e apenas sentir, e perceber that now it's time to do, what for a long I've been wishing for.




sábado, 31 de julho de 2010

Mente

Insanamente certa;
Diretamente subjetiva;
Coloquialmente culta;
Sorrateiramente exibida;
Depressivamente alegre;
Promíscuamente recatada;
Fielmente traidora;
Escandalosamente comedida;
Egoísticamente altruísta;
Coletivamente minha,

Mente.

domingo, 2 de maio de 2010

Para ser um homem.

O que é preciso para ser um homem?
Nascer com o sexo masculino?
Ficar com milhões de pessoas em toda a sua vida e assim provar sua virilidade?
Falar grosso, exibir músculos, e exalar testostorena?
Ter dinheiro e mostrar isso à família e aos amigos?
Em tempo, e esse é agora, percebo que para ser um homem é preciso muito mais, ou até que nada disso aí acima é preciso.
Percebo que precisa-se de fibra;
Percebo que precisa-se de presença, de auto-confiança, de ter ombro amigo, de ser ombro amigo, de sinceridade, de honestidade, de garra, de coragem;
Percebo que precisa-se de certeza do que se está fazendo ou no mínimo de uma exposição dessa certeza, por mais que ela não exista.
Percebo que precisa-se de bom humor para enfrentar o dia, de sensatez para se engolir sapos ou morde-los e cuspi-los em sua tentativa forçada de descerem garganta a baixo.
Percebo que precisa-se de palavras firmes, olhos serenos, cabeça erguida, peito aberto.
Percebo que precisa-se deixar coisas no passado, olhar o futuro de frente e dizer: "Venha e tente me derrubar pra ver o que acontece, seja meu amigo ou então, veremos.";
Percebo que precisa-se saber que quase sempre é preciso descer um degrau para subir dois, e mais ainda que precisa-se aceitar e ter paciência com isso;
Percebo que nem sempre o valor que espera-se que as pessoas deem a voce, será o que voce vai ter, e que isso não pode deixar voce sentir-se menos um homem menor.;
Percebo que o dinheiro é importante, mas como já foi dito um dia, o verdadeiro homem, ao ser um homem, sempre diz a seu dinheiro, quem manda em quem;
Percebo que precisa-se ter humor;
Percebo que precisa-se ter amor;
Pelo que faz, pelo que se tem, por quem se tem ao lado, pela vida.
Percebo que precisa-se de coragem para dizer não e de mais ainda para dizer sim.
Percebo que seus maiores temores serão seus por muito tempo e devem ser só seus, ninguém precisa saber deles, ao menos não de todos eles.
Percebo que precisa-se aceitar um erro, e deixar isso claro a quem importa, mesmo segundos depois de afirmar-se dono da verdade e mesmo que o orgulho dê um nó na sua garganta.
Percebo que o esse orgulho, por mais criticado que seja, por vezes é necessário.
O orgulho próprio, o orgulho de atitudes tomadas e de ações realizadas, devem permear o "ser homem";
Percebo ainda, depois de tanto percerber, que ainda me falta um pouco para ser um homem assim, completamente.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

New

Depois de a long long time cá estou, novamente.
Voltei, mesmo em meio a tantas coisas pra fazer, por alcançar algumas percepções na semana que passou. E sentir uma vontade enorme de expressa-las out loud .

Percebi que o último post foi dedicado há uma coisa que hoje, não faz mais sentido, e resolvi escrever algo acima dele, pra fazer um dust on, bem feito.

Percebi que algumas pessoas, por mais que você tente ajuda-las, não se adaptam à vida, e não sabem sentir felicidade.

Percebi que o rancor é uma característica pesada de algumas personalidades e que é capaz de transformar pessoas, que lhe pareceram anjos, em monstros.

Percebi que, de fato, a linha entre o amor e o ódio é tênue, bastante tênue.

Percebi que não importa o quanto você se importe, se dedique, se você não mostrar isso, as pessoas nunca vão saber o quanto você gosta e se preocupa com elas.

Percebi que depois que o limite do respeito mútuo é ultrapassado, todo e qualquer tipo de convivência torna-se completamente impossível.

Percebi que parar pra pensar no passado, pode lhe mostrar o quanto voce deu de si a algumas pessoas, e lhe mostrar que tais pessoas não mereciam nada daquilo.

Percebi que as amizades sem qualquer outro tipo de interesse, seja lá qual ele for, duram para sempre. Para sempre.

Percebi que posso tentar ser feliz, deixando que não vale a pena de lado, sem me sentir culpado pela infelicidade alheia.

Percebi que tenho mais orgulho de mim do que imaginava.

Percebi que alguns tipos de pessoas, quando contrariadas, podem construir idéias absurdas sobre você e não nada que se possa fazer para mudar isso.

Percebi que alguns seres humanos não conseguem aprender, mesmo depois de apanhar feio da vida, que essa é feita para que busquemos a felicidade e não para nadarmos em tristeza e descontentamento até seu fim.

Percebi que o passdo, passou. E pronto.

Percebi que o que "é" hoje, não o "é" amanhã e isso vale para tudo, mesmo.

Percebi que ter essas percepções não me torna um ser humano menor, frio, insensível e mesquinho como ouvi.

Percebi que percebendo assim, a vida vai passando.

E eu amadurecendo, assim.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Sempre, pra sempre.



Someday they'll find your small town world on a big town avenue
Gonna make you like the way they talk when they're talking to you
Gonna make you break out of the shell cause they tell you to
Gonna make you like the way they lie better than the truth
They'll tell you everything you wanted someone else to say
They're gonna break your heart, yeah

[Chorus]

From what I've seen
You're just a one more hand me down
Cause no one's tried to give you what you need
So lay all your troubles down
I am with you now

Somebody ought to take you in
Try to make you love again
Try to make you like the way they feel
When they're under your skin
Never once did think they'd lie when they're holding you
You wonder why they haven't called
When they said they'd call you
You start to wonder if you're ever gonna make it by
You'll start to think you were born blind

[Chorus]

From what I've seen
You're just a one more hand me down
Cause no one's tried to give you what you need
So lay all your troubles down
I am with you now

I'm here for the hard times
The straight to your heart times
Whenever it ain't easy
You can stand up against me
And maybe rely on me
And cry on me, yeah
Oh no, no, no

Some day they'll open up your world
Shake it down on a drawing board
Do their best to change you
They still can't erase you

[Chorus]

From what I've seen
You're just a one more hand me down
Cause no one's tried to give you what you need
So lay all your troubles down
I am with you now

Lay them down on me
Oh yeah
You're just one more hand me down
And all those nots don't give you what you need
So lay all your troubles down...on me


Hand me down - Rob Thomas
by Matchbox 20

sábado, 18 de julho de 2009

Percepção

Semanas atrás peguei um livro pra ler: A vida secreta das abelhas. Best seller. Com filme já pronto pra estrear, mês que vem no Brasil. Não teminei de lê-lo... É defeito meu, quando não gosto muito de um livro no início, parar de lê-lo. Se alguém especial me deu, ou se tem algo mais pra frente na história, que eu sei que vá me agradar, volto a lê-lo, e daí vou até o fim. Mas esse não foi o caso. O drama "das abelhas" era muito água com açúcar e I gave it up. Enfim, dia desses vi o trailler do filme (aliás, dessa vez não tive medo da Dakota Fanning :p). Percebi que conhecia a música, mas nem dei muito ouvidos. Agora, um amigo de férias em Londres, me conta que numa festa, onde a promessa era: "line up with some famous", ele viu e ouviu a Leona Lewis. E lógico, com toda tecnologia de hoje, gravou o que ele chamou de uma voz do c.... Me passou o vídeo, e a música me soou familiar. Better in time, era o nome. "Ah, o "filme das abelhas", pensei. Revi os traillers e li sobre ele novamente. Vasculhando aqui, achei nos backups um álbum dela e ouvi a música por inteiro. Há algum tempo, esse estilo de música, high drama, não me faz a cabeça. Mas essa música me tocou, pelo que diz a letra, pra mim, por mim. Se puder, vou ver o filme. Filme é sempre bom, mesmo quando não o é. E o livro? O livro continua lá, na estante. Porque? Mel demais. De mel, eu até gosto. Mas abelhas secretas, eu acho, devem ser mais poderosas... Só pode.

Viés.

Do mesmo jeito que me dei o direito de vir aqui e proclamar minha tristeza, hoje eu venho e grito que tô feliz! Mesmo que nem tudo esteja correndo na mais perfeita ordem, e mesmo que os louros ainda não estejam na minha cabeça, sim, tô feliz. Porque? Ah, vá entender... ;)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Desabafo...

Triste. Tô me sentindo assim agora, depois de tempos. Sentindo como se não fosse capaz de me fazer entender, sentindo como se nao fosse capaz de me fazer esquecer, sentindo como se não fosse capaz de mostrar o que tenho, o que sou, o que sempre fui. E o que sempre fui ainda existe? Ainda posso me dizer o mesmo PauloHenrique de dois anos atrás? Aquele que dirigia pra Federal sorridente, com uma singer super mal humorada à tira colo? Será que mudanças radicais numa vida, levam à mudanças na pessoa, a ponto de seu melhor amigo lhe olhar e lhe dizer:

"...não vejo mais aquele você..."

Que merda eu fui fazer comigo mesmo? Que merda eu fui deixar que a vida fizesse com o cara que eu fui? Não vejo mais brilho nos olhares que eram high shiny for me, alguns nem me reconhecem mais, outros nem sequer me olham mais. Algo errado eu fiz, em algo mudei. Frio, distante, aéreo... Será que me espelhei em algo ruim? Que deixei minha essência ser invadida por algo que não era e nem nunca foi meu? São perguntas minhas, são perguntas suas. Espero uma dia poder respondê-las. E achar quem eu sou. Porque amigo, pode ter certeza, esse que voce já vê há algum tempo, não, não sou eu.

Kills me.

is noise?

is pain?

is this blues that are inside,

again?

Queria poder responder, mas não posso.

domingo, 28 de junho de 2009

Feelings, just it.

Essa semana senti algo. Me senti num avesso ao esforço que sempre fiz, esforço tão comum para alcançar tudo que sempre quis. Essa semana me vi levado por situações that took me onde não precisei de esforços. Onde nunca imaginei chegar, nunca. Sem esses esforços, ouvi certas coisas, alcancei certos pontos, senti certo conforto. Essa semana senti o vento soprando de forma diferente, senti o calor que há tempos não sentia, parei e observei bem um certo momento. O sol deixava aquela casa cheia de sombras, a tarde caindo e o vento frio entrando pelas janelas acompanhava sorrisos, afeto, carinho. Senti como há muito não sentia. E tive certeza que de fato, ela existe. Sim existe.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Novamente.

Será possível coisas se repetirem novamente com uma coincidência tão grande? Tá, a vida é cíclica, talvez até acredite nessa teoria, mas num espaço temporal tão curto, coincidências assustam. E as teclas vão ser as mesmas? Vai começar assim novamente? Voce apanhou, sentiu na pele o que isso levou, e não, não vai começar assim novamente. E as vontades? E os desejos? E o não tirar da cabeça? Então, novamente, enquanto nada é decidido aqui vou eu. Novamente.

Phones: The Verve - Bittersweet Symphony

sábado, 6 de junho de 2009

Vida.

Sentir qual o gosto bom de se fazer o que se deseja.

Agir do jeito que sempre quis.

Sem medo de errar.

E se errando, sempre ir levantando e continuando.

Pensando em si, do seu jeito, sem esperar uma decisão alheia.

Realizar-se.

É bom,

sim, é muito bom.